Eu senti vontade de jogar umas músicas fora, e acabei jogando mais de metade da minha coleção na lixeira.
Depois exclui umas fotos e deixei meu arquivo no PC organizado.
Ai não me reconheci no orkut.. quem era aquela que se identificava com várias comunidades? Não sei, mas aproveitei e sai de quatrocentas delas. Então foi fácil deletar fotos e dar bye bye a fakes e pessoas que não sei nem nunca soube quem eram.
Só senti que tudo estava agravado quando abri o meu armário e achei que tinha coisas demais. Separei o que era lixo, o que era aproveitável e o que faria alguém feliz.
Pronto, tudo mais enxuto me dá mais espaço pra viver. Mas minha mão tá coçando... no que eu posso mexer agora?
E você, já se livrou do que não acrescenta nada na sua vida?
'Enquanto eles capitalizam a realidade, eu socializo meus sonhos' [Sérgio Vaz]
segunda-feira, 13 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
Feliz Páscoa!
Páscoa é delícia,… é chocolate… é beijos doces!
Mas também, tempo de reflexão, fé e esperança…
Na reflexão, peço a Deus que proteja o caminhar de quem passar por aqui, fortalecendo e amparando as suas realizações, paixões, sentimentos e ternura…
Com fé peço ao querido Pai Maior, que lhe dê guarida e abrigo, lá nos céus…
Feliz Páscoa!!!
Mas também, tempo de reflexão, fé e esperança…
Na reflexão, peço a Deus que proteja o caminhar de quem passar por aqui, fortalecendo e amparando as suas realizações, paixões, sentimentos e ternura…
Com fé peço ao querido Pai Maior, que lhe dê guarida e abrigo, lá nos céus…
Feliz Páscoa!!!
quinta-feira, 9 de abril de 2009
O contrário do amor
O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola.
Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio.
Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.
O que seria preferível? Que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente?
Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência?
O ódio é também uma maneira de se estar com alguém.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam.
Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma.
A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua... Não estamos nem aí.
A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta.
Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.
Martha Medeiros
Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio.
Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.
O que seria preferível? Que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente?
Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência?
O ódio é também uma maneira de se estar com alguém.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam.
Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma.
A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua... Não estamos nem aí.
A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta.
Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.
Martha Medeiros
terça-feira, 7 de abril de 2009
O Teu Cabelo Não Nega

O teu cabelo não nega mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega mulata Mulata eu quero o teu amor
Tens um sabor bem do Brasil
Tens a alma cor de anil
Mulata mulatinha meu amor
Fui nomeado teu tenente interventor
Quem te inventou meu pancadão
Teve uma consagração
A lua te invejando faz careta
Porque mulata tu não és deste planeta
Quando meu bem vieste à terra
Portugal declarou guerra
A concorrência então foi colossal
Vasco da gama contra o batalhão naval
(Composição: Lamartine Babo-Irmãos Valença)
Vocês já pararam para pensar que essa marchinha de carnaval declara o preconceito?
De cara já aparece "como a cor não pega, mulata/ mulata, quero o teu amor" e pra mim é óbvio que o cara quer a mulata, mas não queria ser da cor dela...
E realmente, no senso comum a mulata é sexy, né?São marcas sutis do racismo em uma letra de 1932. E essas referências podemos encontrar nas músicas, na literatura, nas artes, nos meios de comunicação...
O racismo brasileiro é muito sutil, e até por isso mesmo extremamente perverso.E ainda tem o lance do "teu cabelo não nega", mas isso rende assunto até pra outro post, porque esse negócio de cabelo é uma vaidade que nós mulheres cultivamos porque nunca estamos satisfeitas, seja ele liso, crespo, loiro, ruivo, negro... Então para mim o importante é se amar, conhecer e aprender a respeitar a cultura negra e entender que a diversidade é maravilhosa!
Mas o que realmente me entristece é que o preconceito hoje é até pior, porque não é apenas contra negros. mas também atinge homossexuais, pobres, feios, gordos, portadores de HIV e tudo o que não está dentro de um padrão julgado (sabe-se lá por quais critérios) como aceitável. Difícil, né?!
Bem, é isso...
Só queria que as pessoas que passarem por aqui reflitam que certas coisas que dizemos ou atitudes que tomamos podem ofender alguém e até mesmo sem perceber, podemos agir de forma preconceituosa.
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segunda-feira, 6 de abril de 2009
Será o fim do vestibular?
O Ministério da Educação está tentando substituir o vestibular pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), inclusive nas universidades federais.
Para isso ocorreriam mudanças no Enem, que de 63 questões e uma redação passaria a ter 200 questões de múltipla escolha e uma redação (e seria aplicado em dois dias!)
As questões seriam divididas em quatro grupos: linguagens (incluindo português, inglês e a redação), matemática, ciências humanas e ciências da natureza.Alguns criticam que a autonomia das universidades ficaria comprometida.
Eu, como professora, acredito que teríamos mais liberdade no currículo escolar, pois é o vestibular que define o que os alunos do ensino médio vão estudar. Além disso, como a prova do Enem é baseada em raciocínio (analisa competências mais do que conteúdo) a decoreba iria diminuir.
O ingresso pelo Enem tem tudo para ser mais eficiente e democrático. Seria uma prova única, e o aluno, com nessa nota, poderia se candidatar para vagas em qualquer uma das universidades. Do Oiapoque ao Chuí, hehe!
É esperar pra ver, né?!
E aí, o que vocês acham???
Leia mais no G1
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sexta-feira, 3 de abril de 2009
quarta-feira, 1 de abril de 2009
A chuva

"Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é."
Fernando Pessoa
Eu gosto desse poema pelo que ele tem nas entrelinhas, mas hoje vou me prender ao sentido denotativo mesmo e usá-lo como um tipo de epígrafe para abrir minha reflexão de hoje.
A tardinha cheguei a conclusão de que não há nada melhor para acompanhar um bom filme, um chá quentinho, um cafuné do namorado ou uma panela de brigadeiro do que uma chuvinha.
Eu adoro os dias de chuva*, mas admito que já amaldiçoei muito os dias chuvosos quando tinha que sair para trabalhar ou uma tempestade inesperada destruía minha escova , hehe! Era um transtorno! Mas com a maturidade e o passar do tempo a vida entra em sintonia, você começa a respeitar o ritmo da natural do mundo e tudo se transforma. Bom, quase tudo, pois admito que apesar de não reclamar mais das chuvas repentinas, fico bem mais preguiçosa e se tiver que fazer algo na rua e a chuva estiver caindo lá fora prefiro deixar pra outro dia e curtir minha cama e a tevê.
Hoje foi um desses dias. Com o tempo ruim resolvi deitar e para me distrair li pela milésima vez o livro Vidas Secas, do Graciliano Ramos. (É, este mesmo, que a maioria dos meus alunos adolescentes odeia quando escuta falar, hehe! Ainda bem que daqui a pouco o tempo passa, né?!) e me deparei com uma passagem belíssima, em que Fabiano anseia pela chuva, pois ela daria traria um novo sentido para a sua vida. Fiquei pensando que essa é a realidade de várias pessoas em nosso país e a gente ainda reclama quando chove, né?! Como nós, seres humanos, somos egoístas!
"Olhou o céu de novo. Os cirros acumulavam-se, a lua surgiu, grande e branca. Certamente ia chover.
Seu Tomas fugira tambem, com a seca, a bolandeira estava parada. E ele, Fabiano, era como a bolandeira. Nao sabia porque, mas era. Uma, duas, tres, havia mais de cinco estrelas no céu. A lua estava cercada de um halo cor de leite. Ia chover. Bem. A catinga ressuscitaria, a semente do gado voltaria ao curral, ele, Fabiano, seria o vaqueiro daquela fazenda morta. Chocalhos de badalos de ossos animariam a solidao. Os meninos, gordos, vermelhos, brincariam no chiqueiro das cabras, Sinhá Vitória vestiria saias de ramagens vistosas. As vacas povoariam o curral. E a caatinga ficaria toda verde.
Lembrou-se dos filhos, da mulher e da cachorra, que estavam la em cima, debaixo de um juazeiro, com sede. Lembrou-se do prea morto. Encheu a cuia, ergueu-se, afastou-se, lento, para nao derramar a agua salobra. Subiu a ladeira. A aragem morna acudia os xiquexiques e os mandacarus. Uma palpitacao nova.
Sentiu um arrepio na catinga, uma ressurreicao de garranchos e folhas secas.
(...)
Eram todos felizes. Sinhá Vitória vestiria uma saia larga de ramagens. A cara murcha de sinhá Vitória remoçaria, as nádegas bambas de sinhá Vitória engrossariam, a roupa encarnada de sinhá Vitória provocaria a inveja das outras caboclas.
A lua crescia, a sombra leitosa crescia, as estrelas foram esmorecendo naquela brancura que enchia a noite. Uma, duas, três, agora havia poucas estrelas no céu. Ali perto a nuvem escurecia o morro.
A fazenda renasceria - e ele, Fabiano, seria o vaqueiro, para bem dizer seria dono daquele mundo.
(...)
Uma ressurreição. As cores da saúde voltariam a cara triste de sinha Vitória. Os meninos se espojariam na terra fofa do chiqueiro das cabras. Chocalhos tilintariam pelos arredores.
A caatinga ficaria verde."
(Capítulo 1, Mudança)
* Chuvinha né, geeeente?! Não aqueles temporais que provocam catástrofes!
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