Poxa, acabei de ler a entrevista da Suzana Vieira na Revista Veja dessa semana.
Que homem mais nojento!
Além de ser drogado, ter espancado uma prostituta num motel uma vez e ter uma amante há 7 meses, ele ainda roubou joias e eletrodomésticos, desviou dinheiro da obra da casa (lucrou 110 000 reais só nisso!) e chegou a fazer um filme dela tomando banho para chantagea-la.
http://veja.abril.com.br/140109/entrevista.shtml
Não há coisa mais imperdoável em um relacionamento do que traição, seja com outra mulher, seja com mentiras e deslealdade. Quem sou eu para julgar alguém, mas se fosse em um relacionamento meu isso tudo não aconteceria não, pois no primeiro vacilo (quando ele foi flagrado no motel com a prostituta) eu já teria mandado rodar, viu?!
'Enquanto eles capitalizam a realidade, eu socializo meus sonhos' [Sérgio Vaz]
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terça-feira, 13 de janeiro de 2009
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
A segundinha
"A segundinha é como água: se molda. A qualquer horário, qualquer ambiente, qualquer humor. Possui também a rara habilidade de se encaixar na vida do homem que ama sem tomar o espaço útil destinado as tralhas dos filhos, ao cachorro, ao trabalho e, claro, à mulher.
Morre de ciúme quando imagina os dois juntos, tranqüilos, no sofá da sala que construíram para passar a vida. Se rói de ódio mas não reclama porque, quando entrou na historia, já sabia quem era a protagonista. Mas segundinha que é segundinha sempre nutre a esperança de que a fulana vá parar em outra peça, com outros atores, e o deixe todo para ela, numa sala sem o peso dos anos. Num sofá só deles.
Segundinha que se preze tem todos os telefones dele, inclusive o da casa, mas não liga em horários importunos. Nada de sábados à noite, almoços de domingos, nem quando o filhinho pega no sono. Tem ótimo semancol e, apesar de querer profundamente implodir aquele casamento, sabe que não é por aí o caminho que os levará a ficar juntos (não sabe nem se existe o tal caminho). Uma das coisas que ele aprecia nela, entre tantas qualidades enumeradas, é esse bom senso que consome o figado dela mais que talagada matinal de cachaça.
Ela se alegra em descobrir seus defeitos, aprender a lidar com eles, não acha-los tão insuportáveis assim. Admira-o, ouve suas narrativas e é tão boba que fica feliz quando nota que os dois já tem algo pra chamar de “história”, mesmo sendo escrita no rodapé, esmagada pelo corpo do texto do assunto principal. A segundinha fica infeliz por não poder andar de mãos dadas na rua, nem apresentá-lo aos seus amigos ou tomar chope na calçada do Supremo numa noite quente de quinta. Então ela segue sua rota, tentando manter o mínimo de sanidade.
Tenta abstrair o clichê da situação e relaxar. Conhece alguém interessante, corre por fora para não ser pega pelo cheiro do outro, o olhar, o corpo,que cismam em morder seu calcanhar. Às vezes até consegue enganar as lembranças e mergulhar num paraíso temporário sem horas contadas, choros incontidos. Assusta-se ao ver um homem em sua cama sem a necessidade de sair correndo. Relembra como isso é aconchegante. Relembra como deseja que alguém durma com ela, acorde com ela. Mas não demora para a realidade escancarar a porta do quarto e deixar claro que aquele ser é tudo o que ela poderia querer, mas não quer.
Ela passa dias, meses, tentando não enxerga-lo em todos os homens que cruzam seu caminho. Uma das coisas que mais entristece a segundinha é poder, e não desejar, ser a primeira na vida de tantos outros. É odiar ser a segundinha na vida de quem é o primeiro. E da forma mais intensa, o único."(Ailin Aleixo*)
Este post pode até ser encarado como um complemento do post anterior, mas o fato é que a segundinha é o tipo da mulher digna de pena, pois por mais que queira bancar a gostosona, quem sai por cima é sempre a oficial. Mesmo que um dia o marido abandone a esposa e/ou namorada (o que é raro acontecer) ela sempre será lembrada como a que jogou sujo.Não estou querendo justificar ou defender nenhuma das partes, mas o que me dá mais dó é que a traição do homem é puro tesão, motivada muitas vezes por uma bunda saculejante. Já a bobona da mulher tem sempre um motivo oculto, trai muitas vezes por necessidade de atenção, envolvimento...Eu já fiz essa reflexão no blog antes, mas vale a pena pensar até que ponto cada um não é responsável pela dor sentida...
Quem é perdoado uma vez pode errar novamente. Sei que dizem por aí que quem ama perdoa, mas para mim quem se ama não perdoa uma traição nunca, viu?!
OBS: Desculpem a generalização, hehe! Meu mal é esse!
*Autora de 'Mulher Honesta' e 'Só os Idiotas São Felizes'. Foi durante um tempo colunista da Revista Vip e agors escreve para a revista Criativa. É a escritora contemporânea que escreve sobre banalidades que mais gosto. Tem outras citações dela no blog, é só procurar nos marcadores, na lateral direita, logo após a lista dos meus blogs preferidos.
Para quem se interessar conhecer mais textos, eis o blog dela:
http://mulherhonesta.sites.uol.com.br/
Morre de ciúme quando imagina os dois juntos, tranqüilos, no sofá da sala que construíram para passar a vida. Se rói de ódio mas não reclama porque, quando entrou na historia, já sabia quem era a protagonista. Mas segundinha que é segundinha sempre nutre a esperança de que a fulana vá parar em outra peça, com outros atores, e o deixe todo para ela, numa sala sem o peso dos anos. Num sofá só deles.
Segundinha que se preze tem todos os telefones dele, inclusive o da casa, mas não liga em horários importunos. Nada de sábados à noite, almoços de domingos, nem quando o filhinho pega no sono. Tem ótimo semancol e, apesar de querer profundamente implodir aquele casamento, sabe que não é por aí o caminho que os levará a ficar juntos (não sabe nem se existe o tal caminho). Uma das coisas que ele aprecia nela, entre tantas qualidades enumeradas, é esse bom senso que consome o figado dela mais que talagada matinal de cachaça.
Ela se alegra em descobrir seus defeitos, aprender a lidar com eles, não acha-los tão insuportáveis assim. Admira-o, ouve suas narrativas e é tão boba que fica feliz quando nota que os dois já tem algo pra chamar de “história”, mesmo sendo escrita no rodapé, esmagada pelo corpo do texto do assunto principal. A segundinha fica infeliz por não poder andar de mãos dadas na rua, nem apresentá-lo aos seus amigos ou tomar chope na calçada do Supremo numa noite quente de quinta. Então ela segue sua rota, tentando manter o mínimo de sanidade.
Tenta abstrair o clichê da situação e relaxar. Conhece alguém interessante, corre por fora para não ser pega pelo cheiro do outro, o olhar, o corpo,que cismam em morder seu calcanhar. Às vezes até consegue enganar as lembranças e mergulhar num paraíso temporário sem horas contadas, choros incontidos. Assusta-se ao ver um homem em sua cama sem a necessidade de sair correndo. Relembra como isso é aconchegante. Relembra como deseja que alguém durma com ela, acorde com ela. Mas não demora para a realidade escancarar a porta do quarto e deixar claro que aquele ser é tudo o que ela poderia querer, mas não quer.
Ela passa dias, meses, tentando não enxerga-lo em todos os homens que cruzam seu caminho. Uma das coisas que mais entristece a segundinha é poder, e não desejar, ser a primeira na vida de tantos outros. É odiar ser a segundinha na vida de quem é o primeiro. E da forma mais intensa, o único."(Ailin Aleixo*)
Este post pode até ser encarado como um complemento do post anterior, mas o fato é que a segundinha é o tipo da mulher digna de pena, pois por mais que queira bancar a gostosona, quem sai por cima é sempre a oficial. Mesmo que um dia o marido abandone a esposa e/ou namorada (o que é raro acontecer) ela sempre será lembrada como a que jogou sujo.Não estou querendo justificar ou defender nenhuma das partes, mas o que me dá mais dó é que a traição do homem é puro tesão, motivada muitas vezes por uma bunda saculejante. Já a bobona da mulher tem sempre um motivo oculto, trai muitas vezes por necessidade de atenção, envolvimento...Eu já fiz essa reflexão no blog antes, mas vale a pena pensar até que ponto cada um não é responsável pela dor sentida...
Quem é perdoado uma vez pode errar novamente. Sei que dizem por aí que quem ama perdoa, mas para mim quem se ama não perdoa uma traição nunca, viu?!
OBS: Desculpem a generalização, hehe! Meu mal é esse!
*Autora de 'Mulher Honesta' e 'Só os Idiotas São Felizes'. Foi durante um tempo colunista da Revista Vip e agors escreve para a revista Criativa. É a escritora contemporânea que escreve sobre banalidades que mais gosto. Tem outras citações dela no blog, é só procurar nos marcadores, na lateral direita, logo após a lista dos meus blogs preferidos.
Para quem se interessar conhecer mais textos, eis o blog dela:
http://mulherhonesta.sites.uol.com.br/
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Canto eucarístico
"Na fila da comunhão percebo à minha frente uma velha,
a mulher que há muitos anos crucificou minha vida,
por causa de quem meu marido se ajoelhou em soluços diante de mim:
"juro pelo Magnificai que ela me tentou até eu cair,
peço perdão, por alma de meu pai morto,
pelo Santíssimo Sacramento, foi só aquela vez, aquela vez só".
Coisas atrozes aconteceram.
Até tia Cininha, que morava longe,
deu de aparecer na volta do dia.
Conversávamos a portas fechadas,
ela com um ar no rosto que eu ainda não vira,
zangando pouco com o menino, deixando ele reinar.
Houve punhos fechados, observações científicas,
sobre a rapidez com que a brilhantina desaparecia do vidro,
sobre como pode um homem, num só dia,
trocar duas camisas limpas.
Irritação, impertinência,
uma juventude amaldiçoada tomando conta de tudo,
uma alegria – que chamei assim à falta de outro nome –
invadindo nossa casa com a sofreguidão das coisas do diabo.
Rezei de modo terrível.
O perdão tinha espasmos de cobra malferida
e não queria perdoar,
era proparoxítono, um perdão grifado,
que se avisava perdão.
"Olha, filha, aquela mulher que vai ali
não é digna do nosso cumprimento."
"'Porque, mãe, não é dí-gui-na?"
"Quando você crescer, entenderá."
Senhor eu não sou digno
que neste peito entreis,
mas vós, ó Deus benigno,
as faltas suprireis.
Na fila da comunhão cantamos, ambas.
A mulher velha e eu."
(Adélia Prado Poesia Reunida, São Paulo, Siciliano, 1991, p. 197):
Respondam para mim: tem como não amar Adélia Prado??? Só se não conhecer a sua obra, né?
Esse texto é um tapa na minha cara, admito que tenho muitas fraquezas e às vezes me esqueço que no final de tudo é entre nós e Deus... (Segundo a minha crença, claro!)
a mulher que há muitos anos crucificou minha vida,
por causa de quem meu marido se ajoelhou em soluços diante de mim:
"juro pelo Magnificai que ela me tentou até eu cair,
peço perdão, por alma de meu pai morto,
pelo Santíssimo Sacramento, foi só aquela vez, aquela vez só".
Coisas atrozes aconteceram.
Até tia Cininha, que morava longe,
deu de aparecer na volta do dia.
Conversávamos a portas fechadas,
ela com um ar no rosto que eu ainda não vira,
zangando pouco com o menino, deixando ele reinar.
Houve punhos fechados, observações científicas,
sobre a rapidez com que a brilhantina desaparecia do vidro,
sobre como pode um homem, num só dia,
trocar duas camisas limpas.
Irritação, impertinência,
uma juventude amaldiçoada tomando conta de tudo,
uma alegria – que chamei assim à falta de outro nome –
invadindo nossa casa com a sofreguidão das coisas do diabo.
Rezei de modo terrível.
O perdão tinha espasmos de cobra malferida
e não queria perdoar,
era proparoxítono, um perdão grifado,
que se avisava perdão.
"Olha, filha, aquela mulher que vai ali
não é digna do nosso cumprimento."
"'Porque, mãe, não é dí-gui-na?"
"Quando você crescer, entenderá."
Senhor eu não sou digno
que neste peito entreis,
mas vós, ó Deus benigno,
as faltas suprireis.
Na fila da comunhão cantamos, ambas.
A mulher velha e eu."
(Adélia Prado Poesia Reunida, São Paulo, Siciliano, 1991, p. 197):
Respondam para mim: tem como não amar Adélia Prado??? Só se não conhecer a sua obra, né?
Esse texto é um tapa na minha cara, admito que tenho muitas fraquezas e às vezes me esqueço que no final de tudo é entre nós e Deus... (Segundo a minha crença, claro!)
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Apaixonei
Música perfeita, que conheci graças a microssérie Capitu - que diga-se de passagem, estou amando, viu?! Fico imaginado Machado rindo de nós em seu túmulo: "Nunca saberão! Hahahaha...".
Mas voltando ao assunto do post, onde essa banda Beirut se escondia???
A música (e principalmente a melodia - por ser muito marcante) se encaixaram perfeitamente ao enredo. Que clipe lindo, minha gente!
Hoje também morri ao ver "Iron Man" do Black Sabbath para apresentar Escobar. A trilha sonora da microssérie está mais que perfeita, hehe!

Para aqueles que não entendem a letra, aqui vai a tradução:
Se eu fosse jovem, eu fugiria desta cidade
Enterraria meus sonhos no subsolo
Como eu, nós bebemos para morrer,
nós bebemos essa noite
Longe de casa, elephant gun*
Vamos derrubá-los um a um
Nós os deitaremos, eles não foram encontrados,
não estão por aqui
Que comecem as estações - elas rolam como devem
Que comecem as estações - derrube o grande rei (2x)
E rasgam o silêncio do nosso acampamento à noite
E rasgam a noite
E rasgam o silêncio do nosso acampamento à noite
E rasgam o silêncio, tudo que é deixado é o que eu escondo.
*Elephant gun: é uma arma de calibre largo. Ela tem esse nome porque originalmente eram feitas para uso de caçadores de elefantes ou outras caças perigosas.
Mas voltando ao assunto do post, onde essa banda Beirut se escondia???
A música (e principalmente a melodia - por ser muito marcante) se encaixaram perfeitamente ao enredo. Que clipe lindo, minha gente!
Hoje também morri ao ver "Iron Man" do Black Sabbath para apresentar Escobar. A trilha sonora da microssérie está mais que perfeita, hehe!

Para aqueles que não entendem a letra, aqui vai a tradução:
Se eu fosse jovem, eu fugiria desta cidade
Enterraria meus sonhos no subsolo
Como eu, nós bebemos para morrer,
nós bebemos essa noite
Longe de casa, elephant gun*
Vamos derrubá-los um a um
Nós os deitaremos, eles não foram encontrados,
não estão por aqui
Que comecem as estações - elas rolam como devem
Que comecem as estações - derrube o grande rei (2x)
E rasgam o silêncio do nosso acampamento à noite
E rasgam a noite
E rasgam o silêncio do nosso acampamento à noite
E rasgam o silêncio, tudo que é deixado é o que eu escondo.
*Elephant gun: é uma arma de calibre largo. Ela tem esse nome porque originalmente eram feitas para uso de caçadores de elefantes ou outras caças perigosas.
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segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Sobre relacionamentos
Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
' -Ah,terminei o namoro...
-Nossa, estavam juntos há tanto tempo...
-Cinco anos... Que pena... acabou...
-É... não deu certo..."
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.E o bom da vida, é que você pode ter a chance de vários pares, e várias escolhas. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa. Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é muito bonita, mas não é trabalhadora... nem fiel.
Tudo junto, não vamos encontrar. Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele! 'Pele' é um bicho 'traiçoeiro'! Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai-mamãe mais básico, que é uma delícia. E às vezes você tem aquele sexo de acrobacia, mas que não te impressiona... Acho que o beijo é importante... e se o beijo bater... se joga... Se não bater... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, o problema é dela, cabe a você esperar..... Ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença, e com isso ainda dispõe do tempo do outro... O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas, se a pessoa REALMENTE gostar, e estiver disposta a acertar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por ser você. E vice versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão, ou por interesse. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento...Tem gente que pula de um romance para o outro sem parar... medo.
Que medo é este de se ver só, em sua própria companhia? Gostar dói muito e dá trabalho! Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte. Você convive com um outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, não envolva outras pessoas, fique mais tempo sozinho, ou se não conseguir, então namore uma planta. É muito mais previsível! Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ?????
Arnaldo Jabor
Ah! Perfeito!
Eu já namorei um tempão e acabou... Chato ouvir gente que nunca teve nada a ver com a sua vida dar palpite, mas enfim, procurei esse texto pra mandar pra uma amiga que ta mal e acabei achando legal postar aqui...
Adoro, pra mim o nosso único compromisso e obrigação tem que ser com a nossa felicidade!
' -Ah,terminei o namoro...
-Nossa, estavam juntos há tanto tempo...
-Cinco anos... Que pena... acabou...
-É... não deu certo..."
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.E o bom da vida, é que você pode ter a chance de vários pares, e várias escolhas. Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa. Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é muito bonita, mas não é trabalhadora... nem fiel.
Tudo junto, não vamos encontrar. Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele! 'Pele' é um bicho 'traiçoeiro'! Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai-mamãe mais básico, que é uma delícia. E às vezes você tem aquele sexo de acrobacia, mas que não te impressiona... Acho que o beijo é importante... e se o beijo bater... se joga... Se não bater... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, o problema é dela, cabe a você esperar..... Ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença, e com isso ainda dispõe do tempo do outro... O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas, se a pessoa REALMENTE gostar, e estiver disposta a acertar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão? O legal é alguém que está com você, só por ser você. E vice versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão, ou por interesse. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento...Tem gente que pula de um romance para o outro sem parar... medo.
Que medo é este de se ver só, em sua própria companhia? Gostar dói muito e dá trabalho! Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte. Você convive com um outro ser, um outro mundo, um outro universo. E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, não envolva outras pessoas, fique mais tempo sozinho, ou se não conseguir, então namore uma planta. É muito mais previsível! Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ?????
Arnaldo Jabor
Ah! Perfeito!
Eu já namorei um tempão e acabou... Chato ouvir gente que nunca teve nada a ver com a sua vida dar palpite, mas enfim, procurei esse texto pra mandar pra uma amiga que ta mal e acabei achando legal postar aqui...
Adoro, pra mim o nosso único compromisso e obrigação tem que ser com a nossa felicidade!
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