domingo, 16 de setembro de 2012

Dúvida.

A tênue linha entre amar uma pessoa 

E amar a ideia que se tem da pessoa

E amar o que vemos de nós na pessoa

E amar o amor que se sente pela pessoa

E amar o sexo que se faz com a pessoa




sábado, 4 de agosto de 2012

Liberdade

LIBERDADE (latim libertas, -atis) s. f. 1. Direito de proceder conforme nos pareça, contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem. 2. Condição do homem ou da nação que goza de liberdade. 3. Conjunto das ideias liberais ou dos direitos garantidos ao cidadão. 4. [Figurado] Ousadia. 5. Franqueza. 6. Licença. 7. Desassombro. 8. Demasiada familiaridade


"Realmente, só pelo fato de ser consciente das causas que inspiram minhas ações, estas causas já são objetos transcendentes para minha consciência; elas estão fora. Em vão tentaria apreendê-las. Escapo delas pela minha própria existência. Estou condenado a existir para sempre além da minha essência, além das causas e motivos dos meus atos. Estou condenado a ser livre. Isso quer dizer que nenhum limite para minha liberdade pode ser estabelecido exceto a própria liberdade, ou, se você preferir; que nós não somos livres para deixar de ser livres."
[Jean-Paul Sartre, in O Ser e o Nada (1943), Quarta Parte]

Muitos filósofos têm escrito sobre a liberdade. Falamos sobre liberdade — liberdade para fazer o que quisermos, para ter o emprego de que gostamos, liberdade para escolher uma mulher ou um homem, liberdade para ler qualquer livro, ou liberdade para não ler absolutamente nada. Somos livres, e o que fazemos com essa liberdade? Usamos essa liberdade para nos expressarmos, para fazer aquilo de que gostamos. A vida está se tornando cada vez mais permissiva — você pode fazer amor no parque ou no jardim.
Temos toda espécie de liberdade, e o que temos feito com ela? Pensamos que onde há escolha há liberdade. Eu posso ir à Itália ou à França: é uma escolha. Mas a escolha dá liberdade? Por que temos que escolher? Se você é realmente lúcido, tem uma compreensão exata das coisas, não há escolha. Disso resulta uma ação correta. Apenas quando há dúvida e incerteza é que começamos a escolher. A escolha, então, se vocês me permitem dizê-lo, constitui um empecilho para a liberdade.
Nos estados totalitários não há liberdade alguma, pois eles têm a idéia de que a liberdade produz a degeneração do homem. Portanto, eles controlam, reprimem — vocês sabem o que está acontecendo.
Então, o que é liberdade? É algo que se baseia na escolha? É fazer exatamente o que queremos? Alguns psicólogos dizem que, se você sente alguma coisa, não deve reprimi-la ou controlá-la, mas deve expressá-la imediatamente. Jogar bombas é liberdade? — veja apenas a que reduzimos a nossa liberdade!
A liberdade está lá fora, ou aqui dentro? Onde você começa a procurar pela liberdade? No mundo exterior — onde você expressa o que quer que você queira, a tal liberdade individual — ou a liberdade começa dentro de você, para então se expressar inteligentemente fora de você? Compreendeu a minha pergunta? A liberdade só existe quando não há confusão dentro de mim, quando, psicologicamente, religiosamente, não há o perigo de eu cair em nenhuma armadilha — você entende? As armadilhas são inúmeras: gurus, sábios, pregadores, livros excelentes, psicólogos e psiquiatras — tudo armadilhas. E se estou confuso e há desordem, não preciso, primeiro, me livrar dessa desordem antes de falar em liberdade? Se não tenho nenhum relacionamento com minha mulher, com meu marido, ou com outra pessoa — porque nossos relacionamentos são baseados em imagens — surge o conflito, que é inevitável onde há divisão. Então, não deveria eu começar por aqui, dentro de mim, na minha mente, no meu coração, a ser totalmente livre de todos os medos, ansiedades, desesperos, e das mágoas e feridas de que sofremos por causa de alguma desordem psíquica? Observe tudo por si mesmo e livre-se disso!
Mas, aparentemente, nós não temos energia. Nós nos dirigimos aos outros para que nos dêem energia. Falando com o psiquiatra nós nos sentimos aliviados — a confissão e tudo o mais. Sempre dependendo de alguma outra pessoa. E essa dependência, inevitavelmente, causa conflito e desordem. Então, temos de começar a compreender a profundeza da liberdade; precisamos começar com aquilo que está mais perto: nós mesmos. A grandeza da liberdade, a verdadeira liberdade, a dignidade, a sua beleza, está em nós mesmos quando a ordem é completa. E essa ordem só vem quando somos uma luz para nós mesmos.
Jiddu Krishnamurti


Ainda não havia escrito aqui sobre a minha nova tatuagem: 11 pássaros saindo de uma gaiola. É, agora já são nove desenhos. Sei que um dia vou envelhecer e não me importo se terei que esticar a pele para ver os desenhos eternizados no meu corpo quando jovem... Talvez porque além de "enfeitar" cada um acaba representando uma marca na alma e/ou uma ideologia defendida em determinada época da minha vida. Sim, é isso mesmo... Eu vejo a tatuagem como algo que explicita o estilo, o gosto pessoal e a ideologia de uma pessoa.  De uma certa maneira, ao faze-las eu me sinto livre e dona do meu corpo e das minhas vontades. Adoro cada marca que ostento e faço quando tenho alguma ideia, ou quando me identifico com alguma coisa. Ainda que não tenha muita certeza sobre os motivos que me levam a escolher determinado tema, vejo esses desenhos na minha pele como sinônimos de diferenciação. No passado, era uma prática comum nos guetos e até bem pouco tempo as pessoas tatuadas eram discriminadas pela sociedade. E ainda hoje eu esbarro com criaturas que representam esse comportamento. Muitas pessoas olham torto, até mesmo pelo fato de eu ser professora.  Sendo radical, possivelmente são as mesmas que levantam bandeira contra negro, homossexual, mulher... Problemas de nossa sociedade, né?! Vai entender... Não vou me prolongar porque já fiz uma reflexão sobre tatuagem e preconceito neste post aqui.Só sei que eu quero que o meu corpo conte a minha história quando eu estiver cansada demais para falar.



quarta-feira, 30 de maio de 2012

Marcha das Vadias - 2012

Esse fim de semana aconteceu a Marcha das Vadias em várias cidades do Brasil. Eu não vou me prolongar no assunto porque já falei sobre isso no ano passado e você pode ler neste link aqui.
Infelizmente, a marcha ainda se faz necessária porque até hoje tem gente jogando pedra na Geni...








terça-feira, 22 de maio de 2012

Vênus, obrigada por tudo!



Quando sua voz me falou: Vamos
Eu vi Deus sentado em seu trono: Vênus
A religião que nós dois inventamos
Merece um definitivo talvez... pelo menos
Perceba que o que me configura
É sempre essa beleza
Que jorra do seu jeito de olhar
Do seu jeito de dar amor
Me dar amor
Não te dei nada que seja impuro
No futuro também vai ser assim
Se hoje amanheceu um dia escuro
Foi porque capturei o sol pra mim
Perceba que o que te configura
É sempre essa beleza
Que jorra do meu jeito de olhar
Do meu jeito de dar amor
Te dar amor
Perceba que o que nos configura
É sempre essa beleza
Que jorra do nosso jeito de olhar
Nosso jeito de dar amor
Nos dar amor
Não falo do amor romântico,
Aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento.
Relações de dependência e submissão, paixões tristes.
Algumas pessoas confundem isso com amor.
Chamam de amor esse querer escravo,
E pensam que o amor é alguma coisa
Que pode ser definida, explicada, entendida, julgada.
Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro,
Antes de ser experimentado.
Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta.
A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado.
O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.
O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?
Minha resposta? O amor é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores,
O amor será sempre o desconhecido,
A força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão.
A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido, quer ser violado,
Quer ser transformado a cada instante.
A vida do amor depende dessa interferência.
A morte do amor é quando, diante do seu labirinto,
Decidimos caminhar pela estrada reta.
Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos,
E nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.
Não, não podemos subestimar o amor e não podemos castrá-lo.
O amor não é orgânico.
Não é meu coração que sente o amor.
É a minha alma que o saboreia.
Não é no meu sangue que ele ferve.
O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito.
Sua força se mistura com a minha
E nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu
Como se fossem novas estrelas recém-nascidas.
O amor brilha.
Como uma aurora colorida e misteriosa,
Como um crepúsculo inundado de beleza e despedida,
O amor grita seu silêncio e nos dá sua música.
Nós dançamos sua felicidade em delírio
Porque somos o alimento preferido do amor,
Se estivermos também a devorá-lo.
O amor, eu não conheço.
E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo,
Me aventurando ao seu encontro.
A vida só existe quando o amor a navega.
Morrer de amor é a substância de que a vida é feita.
Ou melhor, só se vive no amor.
E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.

(Paulinho Moska)

OBS.: Por muito tempo eu vivi presa em uma ideia romântica, idealizada e até possessiva de amor. Buscava exterminar o que eu julgava ser um vazio a ser preenchido, até que mudei o foco e percebi que é em uma página em branco que um poema surge.
De uma certa maneira, eu procuro um amor que me liberte e não que me prenda, porque com o tempo eu percebi que o amor não deve ser idealizado, mas ainda pode ser um ideal. E essa diferença, apesar de sutil, desencadeia situações bem diferentes.
E que eu possa descobrir a cada dia novas maneiras de amar.




segunda-feira, 30 de abril de 2012

A velhice te assusta?


 Zanzando na net hoje me deparei com esta foto, uma das mais belas imagens que já vi... Sei que a velhice física assusta muitas pessoas, principalmente jovens que cresceram neste mundo de culto ao belo.
Só que eu não me importo com isso, acho que serei uma coroa vaidosa, mas que ostentará com orgulho as rugas e marcas características da idade que eu vier a ter.
Talvez seja porque eu já aprendi a aceitar e conviver com as imperfeições do meu corpo. Sim, o corpo de uma mulher de 28 anos não é como o corpo de uma adolescente de 18 anos. Tenho celulites em 3D e a minha primeira tatuagem foi feita numa cinturinha de pilão, mas eu continuo ostentando orgulhosa a danada  mesmo ela estando rodeada de gordurinhas! E vou vivendo assim, tentando melhorar o que posso e aceitando o que não dá, porque é da estrutura do meu corpo ou da minha genética.
Acredito que aos 60 anos pensarei que certas coisas serão características da idade, como as limitações físicas, os cabelos brancos e as rugas, que são o grande temor das mulheres!
Defendo que cada ruga deveria ser vista como uma dádiva recebida, porque representa uma história, seja de alegria ou de tristeza.
 Ah sim, também quero um coroinha que pegue no meu traseiro de jeito, como esse da foto!






sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sorrisos



Já faz tempo que meu sorriso não tem dono, só motivos! E isso me deixou tão mais leve...

domingo, 8 de abril de 2012

Ras Tafari





Haille Sellassie - Imperador da Etiópia - nascido Tafari Makonnen e posteriormente conhecido como Ras Tafari, foi regente da Etiópia de 1916 a 1930 e imperador daquele país de 1930 a 1974. Herdeiro duma dinastia cujas origens remontam historicamente ao século XIII e, tradicionalmente, até o Rei Salomão e a Rainha de Sabá, Haile Selassie é uma figura crucial na história da Etiópia e da África.
É considerado o símbolo religioso do Deus encarnado, entre os adeptos do movimento rastafári, que conta com aproximadamente 600.000 seguidores atualmente. Os rastafáris também o chamam de H.I.M., sigla em inglês para "Sua Majestade Imperial" (His Imperial Majesty), Jah, Ras Tafari e Jah Rastafari.
Durante o seu governo, a repressão a diversas rebeliões entre as raças que compõem a Etiópia, além daquele que é considerado como o fracasso do país em se modernizar adequadamente,rendeu-lhe críticas de muitos contemporâneos e historiadores.
Seu protesto na Liga de Nações, em 1936, contra o uso de armas químicas contra o seu povo foi não só um prenúncio do conflito mundial que se seguiria, mas também representou o advento do que se chamou de "refinamento tecnológico da barbárie", característica que veio a marcar as guerras do período.
Selassie era um orador talentoso, e alguns de seus discursos foram considerados entre os mais memoráveis do século XX. Suas visões internacionalistas levaram a Etiópia a se tornar membro oficial das Nações Unidas, e sua experiência e pensamento político ao promover o multilateralismo e a segurança coletiva provaram-se relevantes até os dias de hoje.

Retirado do site Wikipédia