domingo, 25 de dezembro de 2011

Tatuagens novas!

Jah Bless - Que Deus abençoe      

                                                                                                                                                                                                                                                             

Essa é a terceira frase que tenho tatuada. Eu gosto de frases, porque gosto de livros,  histórias e letras de música. É uma expressão comumente usada pelos adeptos do Rastafari ao cumprimentar e se despedir dos amigos pertencentes a esse movimento religioso, surgido inicialmente na Jamaica, nos anos 20, entre os descendentes de negros, que chamavam seu Deus de Jah, uma abreviação carinhosa do nome pessoal de Deus JHVH, comumente traduzida na Lingua Portuguesa como Jeová. 
Semelhante uso d
e Jah vemos no termo ALELUIA - Louvai a Jah (literalmente) ou Louvai a Jeová, presente nos Salmos e também no Apocalipse. Além da Bíblia, o termo Jah também aparece nas escrituras hebraicas e nas escrituras gregas, mas com o nome de Jeová.
O cantor jamaicano Bob Marley foi um dos responsáveis por levar as idéias de Jah para todos os cantos do mundo, uma vez que a palavra está presente nas letras de suas músicas. Já a expressão "Jah Bless" foi popularizada por Ziggy Marley, que canta uma música com este nome.


Algarismo 7

Sempre fui fascinada pelo Número 7 pelo que ele tem de cabalístico e resolvi fazer a minha 7ª tatuagem quando soube que, além de minha avó materna ter tido 7 filhas, a soma do meu nascimento e do meu nome, na Numerologia, é igual a 7; sendo meu Número de Motivação e Potencial. 
Também temos:
7 planetas no sistema solar;
7 fases da lua;
7 dias da semana;
7 pecados Capitais (vaidade, avareza, ira, preguiça, luxúria, inveja e gula);
7 cores do arco-íris (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta);
7 notas musicais (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si);
7 anos gastos na construção do Templo de Salomão;
7 palavras de Jesus em sua última súplica: “PAI EM TUAS MÃOS ENTREGO MEU ESPÍRITO”;
7 Reinos Sagrados na Doutrina seguida no Núcleo Mata Verde, nos quais cada reino é representado por um Orixá (Fogo – Ogum, Terra-Xangô, Ar-Iansã, Água-Iemanjá, Matas-Oxóssi, Humanidade-Oxalá, Almas-Omolu);
7 Maravilhas do Mundo Antigo (as pirâmides de Gizé – Egito, os jardins suspensos da Babilônia, a estátua de Zeus em Olímpia, o templo de Ártemis em Éfeso, o mausoléu de Helicarnasso, o Colosso de Rodes e o farol de Alexandria);
7 virtudes humanas (fé, esperança, prudência, amor, justiça, fortaleza e temperança);
7 Artes (música, dança, pintura, escultura, teatro, literatura e cinema);
7 são os mares navegáveis (mar Adriático, mar Arábico, mar Cáspio, mar Mediterrâneo, mar Negro, Golfo Pérsico e mar Vermelho);
7 seres elementais no esoterismo (arcanjos, anjos, silfos, delvas, salamandras, gnomos e ondinas);
7 são os livros sagrados do Antigo Testamento Na Bíblia Católica (Livro de Jô, Livro dos Salmos, Livro dos Provérbios, Livro dos Eclesisates, Livro da Sabedoria e Livro de Seriac Eclesiástico);
7 Sacramentos da Igreja Católica (batismo, confirmação, eucaristia, sacerdócio, penitência, matrimônio, extrema-unção);
7 dias para a criação do mundo;
7 continentes (Américas, Europa, África, Oceania, Ásia, Pólo Norte e Sul);
7 pontas do “Menorah”, candelabro judaico que representa a Árvore da Vida;
7º dia de descanso (o ‘Sabat”) pelos judeus, que obedecem ao Tora;
7 yogas dos hindus: raja, jnana, karma, bhakti, hatha, tantra ou kundalini e kriya;
7 Super Universos, 7 Espíritos Mestres e 7 Grupos de Espíritos Supremos descritos na parte I do Livro de Urantia;
7 Chakras principais...
De acordo com Johhn Heydon, o sete é um dos números mais prósperos e também tem sido definido como o todo ou o inteiro da coisa à qual é aplicado; contudo, Pitágoras referia que o sete era o número sagrado e perfeito entre todos os números, e Filolau (século V a.C.) dizia que o sete representava a mente. Macróbio (século V d.C.) considerava o sete como o nó, o elo das coisas. O sete, por sua vez, é um número primo e também é o único de 1 a 10 que não é múltiplo nem divisor de qualquer número de 1 a 10.
No Apocalipse, que é o livro da consumação da redenção, o sete domina todos os textos: sete igrejas, sete espíritos, sete castiças de ouro, sete estrelas, sete lâmpadas de fogo, sete trombetas, sete taças, sete olhos, sete anos, sete trovões, sete mil, sete coroas, sete últimas pragas, sete montes, sete reis, etc...




Ohn




OHM é a sílaba indiana mais sagrada e mística, pois é o emblema da divindade. O símbolo da eternidade. Com esta sílaba começam os Vedas, e com ela terminam, indicando que ela é o início e o fim do Universo. A pronúncia desta sílaba é OM, pois, no sânscrito, a vogal O forma-se pelo ditongo a+u. Assim, o OHM é uma sílaba constituída por três letras: A, U e M.
Traçado é um Yantra (símbolo); pronuncia
do é um Mantra.
É o mais poderoso de todos os mantras, pois é o som do universo e a semente que "fecunda" os outros mantras. É a origem e o fim de todo verbo. Todo o Universo procede de OHM, conserva-se em OHM e nele se dissolve. OHM é a criação, a conservação e a renovação da Trimurti (trindade) hindu. Logo, de todos os mantras utilizados para a meditação, o OHM é o que produz melhores resultados.
Sendo o mantra mais completo e equilibrado, sua vocalização não oferece nenhum perigo nem contra-indicação. É um mantra altamente positivo que impede sentimentos malévolos e transmuta os pensamentos negativos em seus complementares elevados.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sobre a tal "boa aparência"



♪ Respeitem meus cabelos, brancos
Se eu quero pixaim, deixa
Se eu quero enrolar, deixa
Se eu quero colorir, deixa
Se eu quero assanhar, deixa
Deixa, deixa a madeixa balançar ♫
[Chico César]

Acabei de ler na internet sobre uma estagiária negra que foi forçada a andar com seu cabelo preso e/ou alisa-lo, para manter a "boa aparência".
Eu posso até fazer chapinha se eu quiser, até mesmo para aproveitar da versatilidade do meu cabelo crespo, só que associar o crespo característico da pele negra a desleixo é preconceituoso demais, minha gente!
Essa imposição de ter cabelo liso para ter boa aparência é ridícula!!! Decididamente, eu não compreendo este mundo... 
E o que me deixou mais perplexa é saber que isso aconteceu em uma escola. Que tipo de formação estes alunos estão recebendo??? Preocupante!


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Dandara dos Palmares



Provavelmente você que está lendo isso nunca ouviu falar em Dandara dos Palmares, uma guerreira negra que lutou contra o sistema escravocrata do período colonial brasileiro  no Século XVII, casada com Zumbi dos Palmares e mãe de seus três filhos. Não é culpa sua, caro leitor. Eu nunca tinha ouvido falar até ouvir esta música: http://letras.terra.com.br/maquinado/1668103/
De Zumbi muitos já ouviram falar, mas há inúmeros outros líderes negros que não entraram nas páginas dos nossos livros escolares, pois apesar da escravidão no Brasil ter durado quase 400 anos, grande parte deste momento histórico foi apagado das páginas da História Oficial. 
Até mesmo por isso, muitas informações sobre sua vida se perderam, pois a maioria da cultura negra sobrevive através de relatos e lendas. Não sabemos o local de seu nascimento e nem qual era sua ascendência africana, mas acredita-se que se estabeleceu ainda criança em Alagoas, no Quilombo dos Palmares, uma comunidade que durou mais de 100 anos e que chegou a abrigar mais de 20 mil negros foragidos das fazendas.
Líder nata, Dandara chegou a se opor contra os termos do Tratado de Paz assinado por Ganga-Zumba (tio de Zumbi) e pelo governo português, que estabelecia que os negros livres ficariam livres e que os escravos voltariam a ser escravos; pois defendia junto com Zumbi, que a liberdade é para todos, tanto faz se é um negro livre, um escravizado, um mestiço ou um índio.
Cuidava das crianças com anemia, dos anciões, dos que ficaram deficientes devidos aos maus tratos sofridos pelos senhores, do galinheiro, da horta... Enfim, lutava ao lado de Zumbi, mas também exercia  inúmeras tarefas características das mulheres, derrubando mais uma vez o mito de que a mulher é o sexo frágil.
Suicidou-se depois de presa, em 6 de fevereiro de 1694, ao ser capturada e levada como escrava após a destruição da Cerca dos Macacos, que fazia parte do Quilombo dos Palmares, por não aceitar ser escravizada.


Informações mais detalhadas são encontradas em alguns dos sites que eu pesquisei:


http://www.overmundo.com.br/banco/dandara-de-palmares


http://jornalcucalivre.blogspot.com/2007/08/dandara-face-feminina-de-palmares-eu.html


http://gicult.com.br/blog/?p=1438


http://www.capoeira.jex.com.br/cronicas/de+dandara+a+sinha+moca


http://gicult.com.br/blog/?p=1438





OBS: Segue a letra da música  Dandara, de Maquinado na íntegra:

Foi esposa e guerreira de Zumbi dos Palmares
(Ê... Dandara)
Junto com ele lutava para livrar os negros da dura vida que levavam
(Ê... Dandara)
Suicidou em 6 de fevereiro de 1694
(Ê... Dandara)
Para não voltar a posição de escrava nunca mais
(Ê... Dandara)
Dandara e Zumbi foram esquecidos de serem mencionados nos livros de história
(Ê... Dandara)
Como os primeiros revolucionários das américas, protegendo Quilombo dos Palmares do império
(Ê... Dandara)
Palmares, o último refúgio e mausoléu desta triste história de amor
E por alguma razão não são considerados heróis entre os brasileiros

domingo, 25 de setembro de 2011

Adoro pau mole

"Adoro pau mole.
Assim mesmo.
Não bebo mate
não gosto de água de coco
não ando de bicicleta
não vi ET
e A-D-O-R-O pau mole.
Adoro pau mole
pelo que ele expõe de vulnerável e pelo que encerra de possibilidade.
Adoro pau mole
porque tocar um pressupõe a existência de uma intimidade e uma liberdade
que eu prezo e quero, sempre.
Porque ele é ícone do pós-sexo
(que é intrínseca e automaticamente
- ainda que talvez um pouco antecipadamente)
sempre um pré-sexo também.
Um pau mole é uma promessa de felicidade sussurrada baixinho ao pé do ouvido.
É dentro dele,
em toda a sua moleza sacudinte de massa de modelar,
que mora o pau duro e firme com que meu homem me come."

[Maria Rezende]




Taí um texto que não é meu, mas poderia ser... A "moleza" também é "fortaleza" por toda a simbologia que o pau representa.
Para quem curtiu, o blog da moça é este aqui: http://mariadapoesia.blogspot.com/

domingo, 18 de setembro de 2011

Paz e amor e a filosofia hippie


O símbolo "Paz e Amor"  foi originalmente criado, em 1958, para uma campanha de desarmamento nuclear, mas ficou famoso na década de 60 por representar o movimento anti-guerra e toda uma geração em que o amor ao próximo era cultuado e a não-violência incentivada.


Ser hippie é muito mais que usar brinco de pena, saião e rasteirinha... É seguir uma filosofia de  vida que enfatiza a liberdade, a paz, o amor e um respeito pelo outro e pela terra.








Leia mais aqui: http://hippiesealternativos.multiply.com/journal/item/3?&show_interstitial=1&u=%2Fjournal%2Fitem

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Agosto

‎"Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro — e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco". 
Caio Fernando Abreu


Pois é, dizem que agosto é o mês do desgosto, mas como eu sou bem otimista, acredito que não passa de uma rima!

domingo, 24 de julho de 2011

Sindrome de Amélie



"- Ela parece distante, talvez seja porque está pensando em alguém.
- Em alguém do quadro?
- Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar, e sentiu que eram parecidos.
- Em outros termos, prefere imaginar uma relação com alguém ausente que criar laços com os que estão presentes.
- Ao contrário, talvez tente arrumar a bagunça da vida dos outros.
- E ela? E a bagunça na vida dela? Quem vai pôr ordem?"


"- Está é apaixonada.
- Mas se nem a conheço.
- Claro que conhece.
- Desde quando?
- Desde sempre, em sonhos."




" - ...não deve ser fácil para a namorada dele.
- O danado nunca teve nenhuma. São tempos difíceis para os sonhadores."


(O Fabuloso Destino de Amélie Poulain).


Assisti este filme hoje, porque estava de bobeira e ao rever me identifiquei muito com várias passagens, confesso que me fez refletir demais... Tenho senso crítico e filtro seletivo, mas será que criei um castelo encantado onde nenhum príncipe é corajoso o suficiente para transpor os muros e derrubar as cercas de proteção que protegem meu abrigo???
Sei lá, agora fiquei pensando até que ponto essa minha idealização tem gerado consequências na minha vida real...  Vraiment, "les temps sont durs pour les rêveurs"...