sexta-feira, 24 de junho de 2011

John Lennon e Yoko Ono.



Casal polêmico que eu curto demais e acredito ser um raro encontro de almas gêmeas, um amor capaz de lutar contra tudo e todos. Ela foi acusada de ter destruído os Beatles, quando eles se conheceram John ainda era casado com sua primeira esposa, eles eram de culturas totalmente diferentes e etc e tal, mas ainda assim se fundiram de tal forma que John chegou a dar declarações de que eles eram um só. Ignoraram todas as críticas que receberam e se entregaram a intensidade do amor que sentiam.


Juntos lutaram pela paz, pelos direitos das mulheres, contra a guerra do Vietnã...  E até hoje poucos entendem como uma mulher "feia e antipática", que foge do padrão de beleza adequado a mulher de um ícone conseguiu fisgar Lennon, fazendo com que ele se distanciasse do sucesso, da fama e do glamour para lutar por causas humanitárias. Taí, uma mulher  consegue exercer muita influência na vida de um homem que a ama...


Apesar de todas as adversidades que passaram juntos, eu aplaudo esse amor dos dois, essa sintonia que podemos perceber até nas fotos e toda essa intensidade transformadora...







À Yoko sobraram críticas e críticas...
É, ser mulher não é fácil, ainda mais em uma sociedade machista como a nossa.



segunda-feira, 20 de junho de 2011

Decifra-me



Trago lágrimas, sorrisos, histórias, abraços... trago momentos felizes, momentos de decepção. Carrego pessoas, amores e desamores, amigos e inimigos, desafetos, paixões... Não sou um livro aberto, mas também não tão fechado que você não consiga abrir, basta ter jeito, saber tocar as páginas, uma a uma, e descobrirá de que papel é feito cada uma delas...
[Caio Fernando Abreu]


Caio sempre me decifrando, gente! Quando li esta frase me identifiquei, pois para mim a vida é feita por pequenos momentos que geram emoções que serão lembradas posteriormente. Afinal de contas, só temos saudade do que é bom... é o rastro que a felicidade deixa, né?!

Não posso afirmar se é idealismo ou utopia minha, mas acredito que não preciso de muito para ser feliz... Apenas encontrar pessoas que caibam no meu mundo, nos meus sonhos, que caminhem ao meu lado nos momentos bons e ruins, e que, principalmente, tenham essência para que possam decifrar as histórias do livro da minha vida...

Não to curtindo racionalizar meus sentimentos, pois cheguei à conclusão de que é melhor arrepender-se por ação do que por omissão... Caso contrário acabaremos arrependidos por palavras não ditas e atos não realizados, portanto, jogue-se na vida e leve no final só o que for bom... 

E quer saber?! O que eu mais quero é ser feliz!!!

domingo, 19 de junho de 2011

Marcha das Vadias - Protesto contra Machismo e Violência Sexual





Slutwalk – A Marcha das Vadias foi criado após um representante da polícia do Canadá ter declarado (em uma palestra sobre segurança numa universidade!) que as mulheres deveriam evitar se vestir como vadias para não serem vítimas de estupro. Diante de uma declaração machista como esta, as estudantes decidiram protestar, criando um movimento  organizado na internet, que começou no início de abril com o protesto de Toronto e  se espalhou por várias cidades do mundo: Los Angeles, Chicago, Edmonton, Estocolmo, Amsterdã, Edimburgo e muitas outras. A primeira do Brasil rolou em São Paulo e ontem aconteceram manifestações em Recife, Belo Horizonte e Brasília. 


"Marchamos porque desde muito novas somos ensinadas a sentir culpa e vergonha pela expressão de nossa sexualidade e a temer que homens invadam nossos corpos sem o nosso consentimento; marchamos porque muitas de nós somos responsabilizadas pela possibilidade de sermos estupradas, quando são os homens que deveriam ser ensinados a não estuprar; marchamos porque mulheres lésbicas de vários países sofrem o chamado “estupro corretivo” por parte de homens que se acham no direito de puni-las para corrigir o que consideram um desvio sexual; marchamos porque ontem um pai abusou sexualmente de uma filha, porque hoje um marido violentou a esposa e, nesse momento, várias mulheres e meninas estão tendo seus corpos invadidos por homens aos quais elas não deram permissão para fazê-lo, e todas choramos porque sentimos que não podemos fazer nada por nossas irmãs agredidas e mortas diariamente. Mas podemos."



Enfim, o fato de ser considerada vadia não dá o direito ao homem de estuprar a mulher. Realmente não restam dúvidas de que o distúrbio mental vem da parte do agressor e não das nossas peças de roupas!  Mas quantas vezes já ouvimos: “usando essa sainha e esse decote essa garota ta pedindo para ser estuprada”?

É errado a sociedade dizer "mulher, cuidado para não ser estuprada" em vez de "homem, não estupre", mas ouvimos isso toda hora.  Acho legal tb lembrar do caso da Elisa Samudio. A mídia tentava justificar o ato com informações de que ela era uma garota de programa, que adorava sair com vários jogadores, que fazia flimes pornôs e talz... Como se isso diminuísse o fato dela ter sido morta daquela maneira...  O lance é não culpar/responsabilizar a mulher pelos atos de covardia que ela sofre da sociedade machista.


Exatamente para combater essa cultura que responsabiliza a vítima feminina pela agressão surgiu esse protesto pelo direito das mulheres de se vestir, andar e agir de forma livre. Sim, vamos continuar nos vestindo do jeito que quisermos.  Sempre!!! E isso não é um convite ao estupro!


Sobre a polêmica da escolha do nome:
Historicamente o termo “vadia” carrega uma conotação extremamente negativa, cujo peso recai inteiramente sobre as mulheres, sendo uma séria acusação sobre seu caráter. A intenção por trás da palavra é sempre ferir. O objetivo da marcha é ressignificar o termo “slut”, apropriando-se e mostrando que numa sociedade machista todas somos vadias e vagabundas:


"Marchamos para dizer que não aceitaremos palavras e ações utilizadas para nos agredir enquanto mulheres. Se, na nossa sociedade machista, algumas são consideradas vadias, TODAS NÓS SOMOS VADIAS. E somos todas santas, e somos todas fortes, e somos todas livres! Somos livres de rótulos, de estereótipos e de qualquer tentativa de opressão masculina à nossa vida, à nossa sexualidade e aos nossos corpos. Estar no comando de nossa vida sexual não significa que estamos nos abrindo para uma expectativa de violência, e por isso somos solidárias a todas as mulheres estupradas em qualquer circunstância, porque foram agredidas e humilhadas, tiveram sua dignidade destroçada e muitas vezes foram culpadas por isso. O direito a uma vida livre de violência é um dos direitos mais básicos de toda mulher, e é pela garantia desse direito fundamental que marchamos hoje e marcharemos até que todas sejamos livres".







Portanto, termo vadia pode ser usado de uma maneira que foge da proposta, com ar pejorativo e/ ou depreciativo, mas a intenção é mostrar que as mulheres são livres para terem o comportamento que quiserem. Poderiam chamar de Marcha das Mulheres Livres, mas não teria tanto impacto na mídia. É a expressão VADIA que choca e chama atenção da sociedade.
Pense nisso!




Quer saber mais??? Acesse: 


Território Coletivo
Marcha das Vadias - DF
Centro de Mídia Independente




OBS: Todas as fotos que ilustram esse post foram retiradas de sites na internet.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Para os amores do passado



"Porque tu me chegaste
Sem me dizer que vinhas
E tuas mãos foram minhas com calma
Porque foste em minh'alma
Como um amanhecer
Porque foste o que tinha de ser."
(Música de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, que fica perfeita na voz de Bethânia)


Nossa caminhada pode ser mais leve quando percebemos que os amores que passaram pelas nossas vidas foram o que tinham que ser naquele momento. E fim.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Castelos






"Não sei, até hoje não sei se o príncipe era um deles. Eu não podia saber, ele não falava. E, depois, ele não veio mais. Eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo"
Caio Fernando Abreu





Sim, na ânsia de concretizar nossas idealizações amorosas,  construímos qualquer coisa, mas nos esquecemos que se a base  não é sólida o suficiente, tudo tende a desmoronar, né?! 
Seguindo as reflexões de minha amiga Josi Lemos, do blog Descordância, estou me questionando:  Será que meus amores fulminantes foram apenas nomes dados às trepadas boas que dei???  Vai saber, né?! 

domingo, 8 de maio de 2011

Sobre minhas fantasias

"Estou exausto de construir e demolir fantasias, não quero me encantar com mais ninguém". 
Caio Fernando Abreu




Essa frase me soa como um retrato de um espírito cansado e neste  domingo a noite está martelando na minha cabeça... Quanto significado e sentimento em tão poucas linhas! E eu tenho me sentindo assim, meio que cansada de tudo isso. A precipitação já atrapalhou um tanto a minha vida.  Estou cansada de dar nome e rosto para minhas idealizações, cansada de dizer para meu coraçãozinho inquieto que quem sabe dessa vez vai. E mais uma vez ver que não foi. E mais uma vez demolir fantasias.


É claro que ainda existe uma eterna vontade de me apaixonar  (espírito romântico, fazer o quê?!)  mas quero alguém que esteja no mesmo momento que eu. Estou numa fase boa, tenho me curtido demais e tem que ser alguém nessa sintonia. Por agora, que fique decretado que não quero me encantar com ninguém. Melhor assim. Mesmo porque eu não sei me entregar aos poucos. Ou me jogo de cabeça ou não embarco na parada. Não sei amar pouco, não sei ir devagar com minhas ilusões. E justamente por isso cansei de construir fantasias.


Caio Fernando estava certo, e meu coração também não tem mais resistência para isso. Eu não suporto mais.  To partindo é para realidade, vivendo um dia de cada vez e não criando expectativas. Simples não será, mas cada um tem um jeito de levar a vida e o meu é caminhando. E é para frente que se anda.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sobre pontos de vista

O que não me faz bem, não me faz falta.
(Clarice Lispector)







Depois que se conhece o ótimo, o bom não serve mais, hehe! É ou não é, minha gente???